A long time ago came a man on a track...

Bem-vindos ao mundo do Telegraph Road...

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Hallowed be thy name!

yeah yeah

Marcadores:

and the russians

near enought to fight

Marcadores:

Lalala

Lalala

Marcadores:

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Recado à parte da imprensa paulista...


Eu sempre fui contra esses discursos de "a mídia faz isso, a mídia faz aquilo", mas agora eu sou obrigado a escrever sobre a imprensa esportiva de São Paulo. Ela pode não ser tão bairrista quanto outras, mas elas pegam um pra Cristo a cada semana.No Choque-Rei de ontem, São Paulo 0 x 0 Palmeiras, Edmundo foi substituído e saiu nervoso, não cumprimentou o treinador.Não vou aqui defender o ato do Edmundo, mas entendo sua posição de não gostar de ser substituído. Edmundo é hoje o jogador mais importante do elenco alviverde. Edmundo faz parte de um seleto grupo de jogadores que não podem ser substituídos mesmo. Romário, Ronaldo, Kaká, Alex, Edmundo... jogadores que podem decidir um jogo aos 48 do segundo tempo. Edmundo é o típico "camisa 7" do futebol, é o "segundo atacante", como dizem... é sempre o primeiro que falamos quando escalamos um tipo... tipo "BEBETO e Romário", "PAULO NUNES e Oséas", "EDÍLSON e Luizão", "EDMUNDO e Evair"...No atual elenco do Palmeiras, tem os seguintes atacantes: Edmundo, Osmar, Florentín, Cristiano, Alemão, Alex Afonso... dois deles machucados, e todos juntos não dão 30% de um Edmundo... Edmundo é sim um jogador que não pode ser substituído, ainda mais num campeonato em que por enquanto só se joga uma vez por semana - perfeito para o Edmundo que já tem seus 36 anos da idade. Claro que ignorar o treinador não foi legal. Mas fazer o que a impresa está fazendo também não é. Estão colocando uma crise no Palmeiras por isso, alarmando que o Palmeiras está em crise por isso e blá blá blá. Isso é pra satisfazer ego de 90% da imprensa que é corintiana roxa.Outro lance do jogo envolvendo Edmundo.Aos 5 minutos ele deu uma entrada dura no zagueiro Miranda do São Paulo. Estão crucificando o Edmundo por isso. Agora mesmo passou no Globo Esporte que "Edmundo foi brutal"... ohh, merecia ser preso!Mas por que será que não mostraram que dois minutos antes no mesmo jogo o mesmo zagueiro deu uma entrada forte no Edmundo também? Será que esse tal zagueiro é tão santinho assim?Tudo bem, uma coisa não justifica a outra, mas quem aqui nunca agiu com vingança? Quem aqui tem moral pra falar de alguém? Ainda mais o Miranda querer falar do EDMUNDO? Me engana que eu gosto. Como já disse uma personagem de série de televisão, "por que não pulamos a parte em que vocês me acusam de algo? Justo vocês?"... Justo você, Miranda?No final do jogo, esse zagueirinho medíocre disse sobre o lance: "não tenho nada pra falar, nós conhecemos as pessoas, né?". Pois conhecemos mesmo, Miranda, conhecemos inclusive que você é um dos zagueiros mais pernas-de-pau que já pudemos ver no São Paulo, um pirulitão que só sabe ficar pulando dentro da área e que enterrou o seu time na semi-final do Paulista e nas oitavas-de-final da Libertadores. Miranda, você tem que engraxar muita chuteira ainda pra falar um A sequer do Edmundo. E dê graças a Deus que a imprensa não mostrou o seu lance no Animal, porque quem estava lá no estádio viu.Edmundo foi sim durante toda sua carreira um jogador polêmico. Já bateu, já apanhou, já bateu e apanhou no mesmo jogo. Mas Edmundo faz parte do futebol-arte, faz parte do futebol-provocação. Quem não se lembra do Animal rebolando na frente de um zagueiro botafoguense quando defendia o Vasco da Gama? Que torcedor não quer que seu atacante faça isso num clássico?Edmundo mudou. Todo mundo muda. Mas Edmundo mudou 99%. Ainda resta alguma coisa do Edmundo de 93/94/95/96/97.. e AINDA BEM que resta! Podemos até dizer que Edmundo dos anos 90 foi um, e o Edmundo dos anos 00 é outro. Mas nunca esperem que alguém mude 100%. Atitudes como essa são resquícios do Edmundo dos anos 90, e tanto a torcida do Palmeiras (exceto a turma do amendoim) como o técnico Caior Jr sabem que Edmundo é assim. Edmundo é hoje o jogador mais importante do Palmeiras, se por um acaso ele sai do time, eu temo que o Palmeiras caia de produção de forma impressionante.A imprensa pode sim, muitas vezes, formar nossa opinião completa sobre coisas ou pessoas, eu admito. Eu sei que muita gente odeia o Edmundo por ele ser "brigão", ou odeia o Romário por ele ser "vagabundo, preguiçoso"... pois é, o brigão tá aí acabando com todos os jogos, e o "vagabundo" "só" tem MIL gols na carreira... imagina se ele não fosse vagabundo, né?É a mesma imagem que fazem hoje de que o Felipe Massa é um cara "super legal".Eu não vou aqui contar a história de vida do Edmundo, porque eu não tô postando isso pra fazer joguinho de cena dramático. Mas a parcela de jogadores com moral pra falar do Edmundo é bem pequena. Minúscula.
Pra terminar, vou citar o Vampeta. Vampeta é corintiano roxo, jogador do Corinthians e um dos melhores amigos do Edmundo:
"Eu conheço o Edmundo. Vocês estão fazendo tempestade em copo d'agua. O Edmundo é um dos meus melhores amigos no futebol, e eu dou minha vida se amanhã ele não chegar no CT, reunir o elenco e pedir desculpas na frente de todos"- Vampeta.
Acho que eu confio mais nos melhores amigos do Edmundo do que em jornalistas que adoram instalar crises nos clubes de futebol.
Aos palmeirenses: fiquem tranquilos, nós conhecemos o Edmundo. Nós sabemos o que ele fez hoje quando chegou ao CT.
Aos que odeiam o Edmundo: eu os entendo. Entendo os seus dois motivos... Ou o Animal castigou demais os seus times durantes esses 15 anos de carreira, ou vocês viram no Globo Esporte que o Edmundo é brigão e por isso odeiam ele. Estão perdoados.
À parte da imprensa paulista que gosta de instalar crises no Palmeiras: tomem no cu, idiotas, verdão é um dos líderes.
Flamengo 2 x 4 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Figueirense
São Paulo 0 x 0 Palmeiras
1° Paraná - 10 pts
2° Corinthians 7pts
Palmeiras
Vasco
Botafogo

domingo, 15 de abril de 2007

OZ - A Vida é uma Prisão


OZ é uma série da HBO, passa no Brasil pelo SBT.


O enredo é a "trama da vida real", a vida dos presos em cadeias americanas. Só que com uma diferença. Em OZ, na verdade Oswald, um dos diretores de unidades, Tim McManus, pede ao diretor geral de Oswald, Leo Glynn, para transformar a Unidade 5 de OZ em uma "unidade especial". Ele queria fazer na Unidade 5 uma cadeira diferente, um sistema carcerário diferente, e por meio de sua teoria, convencer o estado de que o modo dele era o correto. Essa unidade 5 ganhou o apelido de "Emerald City"... Em City é uma espécie de "cadeia de luxo", mas não pensem que preso lá tem regalias... pelo contrário. As celas são luxuosas, há sala de musculação, quadra de basquete, refeitório amplo... de tempos em tempos há manifestações culturais e esportivas, mas dentro de tudo isso há a rivalidade entre as gangs... negros, latinos, arianos, italianos (ou "mafiosos"), muçulmanos, skinheads, motoqueiros... cada gangue tem os seus líderes e todos buscam pela sobrevivência e o controle de OZ. O controle principal seria o Tráfico de Drogas, que no começo é dividido entre os negros e os italianos. Os arianos e os muçulmanos não querem esse controle, porque ambos os grupos são anti-drogas. Em todo esse contexto há personagens que não fazem parte de gangue alguma, como Ryan O'reilly, um irlandês que tem uma boa, digamos, retórica e consegue enganar meio mundo fazendo intrigas e assim conquistando o que deseja.

Logo no primeiro ano de OZ, acontece uma mega rebelião que fecha Emerald City por um ano... essa rebelião começa a ser (in)citada por Kareem Saiyd, o líder dos muçulmanos.

Após a reabertura de OZ, tudo volta ao normal... a rivalidade entre as gangs, a luta pela sobrevivência, a luta pelo controle do tráfico de drogas... até que por alguns problemas Tim McManus é afastado do comando de Emerald City, e em sua lugar entra um diretor negro que tem preconceito com brancos... sendo assim o diretor faz um trato com Adebisi (líder dos negros) e Saiyd (líder dos muçulmanos), e expulsa todos os brancos "importantes" de OZ, ou seja, Italianos e Arianos foram mandados para outras unidades, cadeias normais, sem o luxo de Emerald City.

Bom, depois tiveram muitas coisas mais... McManus voltou ao controle de Emerald City, personagens importantes morreram... brigas pessoais que acontecem desde o primeiro episódio só foram se resolver no episódio final... enfim, OZ é brilhante, aconselho todo mundo a assistir.

E se alguém disser que é pesado demais, só posso dizer uma coisa: bem-vindo ao mundo das cadeias.

segunda-feira, 19 de março de 2007

G4, enfim!




Nesse fim de semana finalmente o Palmeiras alcançou o G4, ou seja, ficou entre os quatro primeiros colocados do campeonato Paulista, aqueles que se classificam para a próxima fase.


O Palmeiras vem numa sequência de bons resultados (só interrompido pela inesperada derrota para o Noroeste, em casa), derrotando São Caetano em São Caetano, dando um baile no Corinthians com show de Edmundo aos 35 anos fazendo dois gols dignos de placa, depois ganhando do Juventus por 4x1, com mais dois gols de Edmundo, e derrotando o Sertãozinho ontem por 4x2, com (de novo!) mais dois gols de Edmundo... tomara que Edmundo, mesmo às vésperas de completar 36 anos, continue fazendo dois por jogo, rs.


Sonhar com o título sempre sonho, mas reconheço que é difícil... se o Palmeiras continuar no mesmo ritmo e classificar entre os quatro, provavelmente será em terceiro ou quarto lugar, e aí pegará ou Santos, ou São Paulo, e são justamente esses dois times que eu acho que disputarão a final. Palpites pro campeão eu não tenho.


O Palmeiras ainda tem uma boa caminhada pela frente até o fim da primeira fase, e ainda terá adversários difíceis, inclusive um clássico contra o São Paulo. Mas com Valdívia e Edmundo em boas fases o time continua num bom ritmo.


Aproveitando pra desejar força ao goleirão Marcos, melhor jogador da Libertadores '99 e da Copa do Mundo de 2002. Se recupere, Marcão, e vamos em frente ao Brasileirão '07!






Enquanto isso na Formula 1...




Tivemos no fim de semana a primeira corrida de Formula 1 do ano, vitória à lá Michael Schumacher, de Kimi Raikkonen... pra quem não sabe o que é uma vitória à lá Schumacher, o cara fez a pole position, a melhor volta, e ganhou a corrida, ou seja, um hat-trick. E com dez voltas de corrida ele já tinha aberto cerca de 8 segundos pro segundo colocado. Isso dá mais ou menos quase um segundo mais rápido por volta, e isso na F1 é MUITA coisa. A Ferrari tem tudo pra ganhar esse mundial se continuar com o carro assim, a briga provavelmente ficará interna (Kimi x Massa), e eu já disse aqui que minha torcida é pro Kimi. Não torço por nacionalidades, e sim por talento e caráter.


O atual bi-campeão Fernando Alonso fez uma corrida básica, simplesmente levando o carro até o final. E se não fosse por um jogo de equipe teria terminado atrás do companheiro de equipe e estreante Lewis Hamilton. Lewis, por sinal, fez uma ótima corrida, um estreante não subia ao pódio na primeira corrida desde Jacques Villeneuve (yeah!) em 1996! Aliás, se a comparação seguir, Jacques Villeneuve foi campeão mundial no seu segundo ano de F1, em 1997. Será que Lewis vai aprontar com todo mundo em 2008?


Quanto aos brasileiros... Felipe Massa, segundo os narradores, fez uma "maravilhosa, estupenda, magnífica, maravilhosa" corrida saindo de 22° e terminando em 6°... Ok, um resultado desses é sempre interessante. Mas pensa comigo aqui: o companheiro de Massa, que tem óbviamente o mesmo carro que ele, abria quase um segundo por volta dos pilotos das outras grandes equipes (Mclaren, Renault e, nessa corrida, a BMW), e sei lá quantos das equipes médias e pequenas... então, meus caros, Felipe não fez mais do que a obrigação, porque largando em 22°, ele tinha um carro que era no mínimo três segundos mais rápido que uns 15 que estavam a sua frente... Estranho seria se ele não chegasse entre os seis, ou até oito primeiros.


Rubens Barrichello fez uma "corrida agressiva", como disse meu amigo Coletor de Músicas. Rubinho correu bem, mesmo com uma lata velha nas mãos. A Honda se preocupou demais com a pintura do carro e esqueceu de cuidar dos equipamentos.


Nelson Ângelo Piquet (o filho do "homi) tava no padock da Renault (ele é piloto de testes da Renault), e de lá viu o substituto de Alonso, Kovalainen, fazer uma burrada atrás da outra durante a corrida... tenho certeza que em vários momentos ele deve ter pensado: "se esse cara continuar assim, até o meio do ano eu viro titular".


Massa, e agora o "Piquetzinho", são a nova geração brasileira na Formula 1... só é uma pena que essa geração tenha até certo talento, mas tenha arrogância de sobra.




PS: um começo de temporada triste pra mim particularmente, uma temporada começando sem Michael Schumacher, Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya.
Por isso a foto dos três junto sm um pódium de 2001.

=/

sábado, 17 de março de 2007

Ninguém gosta de FHC?

Uma das perguntas mais intrigantes da cena política brasileira contemporânea é a seguinte: por que ninguém gosta do de Fernando Henrique Cardoso? Que os adversários lhe atirem dardos, está bem. É do jogo. A campanha de Lula em 2006 foi baseada numa comparação que transformava a gestão de FHC num catálogo de fracassos, em posição às supostas conquistas formidáveis de seus primeiros quatro anos. Isso se entende. Mas que os próprios aliados o venham sistematicamente evitando é uma esquisitice brasileira.
José Serra fez isso na campanha em que perdeu para Lula, em 2002. Quatro anos mais tarde, Geraldo Alckmin fez o mesmo. A derrota de ambos poderia ser uma espécia de consolo para FHC: definitivamente não foi sua culpa.
Pelos dados lógicos, FHC deveria ser um gigante perante os brasileiros. Foi ele quem devolveu, com o Plano Real, a estabilidade à economia do país. Estabilidade e, mais importante, dignidade: uma economia instável é uma piada. Uma impossibilidade. Depois de décadas de inflação tonitruante, imune a suce+ssivos planos mirabolantes e patéticos, FHC triunfou onde tantos fracassaram. A estabilidade é a base de qualquer projeto de crescimento econômico, e por aí se tem uma idéia da magnitude do feito de FHC. Milhões de brasileiros pobres cujoo dinheiro pequeno era massacradi pela corrosão inflacionária melhoraram de vida com a vitória de FHC sobre a alta obsessiva dos preços.
Seus oito anos de presidência, além isso, incluíram o Brasil o cenário globalizado moderno. Um currículo tão expressivo, e ainda assim um ex-presidente tão mal-amado, a quem resta apostar, como Napoleão em Santa Helena, no julgamento da posteridade.
Considere a personalidade de FHC. Também por aí se chegará à conclusão de que deveria ser fácil gostar dele. É inteligente, espirituoso. Sabe rir e fazer rir. Charmoso. Um homem para quem o cargo parecia um prazer, e não um fardo, como fora pra o antecessor, Itamar Franco, e tantos outros presidentes que o Brasil teve. Criador de frases instigantes, depois copiadas mesmo por rivais em tributos involuntários: o clássico "chega de nhenhenhém" com que FHC reagiu à conversa miúda e mesquinha de políticos foi, na semana passada, repetido por Lula. Em seus dias de poder, FHC foi um notávels representante do Brasil entre pares no mundo e um homem que, por isso mesmo, deveria merece+r a gratidão admirada de seus compatriotas por honrar a pátria.
E, ainda assim, repita-se, um mal-amado para quem parece restar a posteridade.
Como explicar? Uma justificativa possível e até provável é que o mundo não gosta de FHC porque FHC mesmo, em muitos pontos, não gosta de FHC. O Processo de privatização em seu governo, por exemplo. Um único caso. Os brasileiros ficavam numa fila de anos para conseguir uma linha telefônica e pagavam um bom dinheiro por ela caso optassem pelo atalho do mercado paralelo. Veja o que acontece hoje. A razão do avanço foi a privatização. Pode-se reclamar não do que foi feito nas privatizações, mas do que deixou de ser feito. As privatizações de FHC foram uma conquista e uma inovação. O estado obeso, metido em tudo, diminuiu depois de um ciclo interminável de crescimento desordenado que levou à quebra do país.
Pois FHC sempre pareceu um privatizador contrariado. A sensação é que ele fez o que fez não porque acreditava na causa, mas porque não via saída. Na última campanha presidencial, o embaraço com que Geraldo Alckmin tratou do tema é filho da forma como FHC tratou do mesmo tema. A posteridade pode dar a FHC o merecido lugar de u dos maiores estadistas que o Brasil teve. Deve dar, por justiça. Mas antes FHC tem que rever FHC.

- Eduardo Plarr, coluna "Nossa Política", Revista Época n°461, 19/03/07

Não farei comentário nenhum, só destaquei o trecho em negrito, porque eu acredito piamente nessa "teoria".