A long time ago came a man on a track...

Bem-vindos ao mundo do Telegraph Road...

segunda-feira, 19 de março de 2007

G4, enfim!




Nesse fim de semana finalmente o Palmeiras alcançou o G4, ou seja, ficou entre os quatro primeiros colocados do campeonato Paulista, aqueles que se classificam para a próxima fase.


O Palmeiras vem numa sequência de bons resultados (só interrompido pela inesperada derrota para o Noroeste, em casa), derrotando São Caetano em São Caetano, dando um baile no Corinthians com show de Edmundo aos 35 anos fazendo dois gols dignos de placa, depois ganhando do Juventus por 4x1, com mais dois gols de Edmundo, e derrotando o Sertãozinho ontem por 4x2, com (de novo!) mais dois gols de Edmundo... tomara que Edmundo, mesmo às vésperas de completar 36 anos, continue fazendo dois por jogo, rs.


Sonhar com o título sempre sonho, mas reconheço que é difícil... se o Palmeiras continuar no mesmo ritmo e classificar entre os quatro, provavelmente será em terceiro ou quarto lugar, e aí pegará ou Santos, ou São Paulo, e são justamente esses dois times que eu acho que disputarão a final. Palpites pro campeão eu não tenho.


O Palmeiras ainda tem uma boa caminhada pela frente até o fim da primeira fase, e ainda terá adversários difíceis, inclusive um clássico contra o São Paulo. Mas com Valdívia e Edmundo em boas fases o time continua num bom ritmo.


Aproveitando pra desejar força ao goleirão Marcos, melhor jogador da Libertadores '99 e da Copa do Mundo de 2002. Se recupere, Marcão, e vamos em frente ao Brasileirão '07!






Enquanto isso na Formula 1...




Tivemos no fim de semana a primeira corrida de Formula 1 do ano, vitória à lá Michael Schumacher, de Kimi Raikkonen... pra quem não sabe o que é uma vitória à lá Schumacher, o cara fez a pole position, a melhor volta, e ganhou a corrida, ou seja, um hat-trick. E com dez voltas de corrida ele já tinha aberto cerca de 8 segundos pro segundo colocado. Isso dá mais ou menos quase um segundo mais rápido por volta, e isso na F1 é MUITA coisa. A Ferrari tem tudo pra ganhar esse mundial se continuar com o carro assim, a briga provavelmente ficará interna (Kimi x Massa), e eu já disse aqui que minha torcida é pro Kimi. Não torço por nacionalidades, e sim por talento e caráter.


O atual bi-campeão Fernando Alonso fez uma corrida básica, simplesmente levando o carro até o final. E se não fosse por um jogo de equipe teria terminado atrás do companheiro de equipe e estreante Lewis Hamilton. Lewis, por sinal, fez uma ótima corrida, um estreante não subia ao pódio na primeira corrida desde Jacques Villeneuve (yeah!) em 1996! Aliás, se a comparação seguir, Jacques Villeneuve foi campeão mundial no seu segundo ano de F1, em 1997. Será que Lewis vai aprontar com todo mundo em 2008?


Quanto aos brasileiros... Felipe Massa, segundo os narradores, fez uma "maravilhosa, estupenda, magnífica, maravilhosa" corrida saindo de 22° e terminando em 6°... Ok, um resultado desses é sempre interessante. Mas pensa comigo aqui: o companheiro de Massa, que tem óbviamente o mesmo carro que ele, abria quase um segundo por volta dos pilotos das outras grandes equipes (Mclaren, Renault e, nessa corrida, a BMW), e sei lá quantos das equipes médias e pequenas... então, meus caros, Felipe não fez mais do que a obrigação, porque largando em 22°, ele tinha um carro que era no mínimo três segundos mais rápido que uns 15 que estavam a sua frente... Estranho seria se ele não chegasse entre os seis, ou até oito primeiros.


Rubens Barrichello fez uma "corrida agressiva", como disse meu amigo Coletor de Músicas. Rubinho correu bem, mesmo com uma lata velha nas mãos. A Honda se preocupou demais com a pintura do carro e esqueceu de cuidar dos equipamentos.


Nelson Ângelo Piquet (o filho do "homi) tava no padock da Renault (ele é piloto de testes da Renault), e de lá viu o substituto de Alonso, Kovalainen, fazer uma burrada atrás da outra durante a corrida... tenho certeza que em vários momentos ele deve ter pensado: "se esse cara continuar assim, até o meio do ano eu viro titular".


Massa, e agora o "Piquetzinho", são a nova geração brasileira na Formula 1... só é uma pena que essa geração tenha até certo talento, mas tenha arrogância de sobra.




PS: um começo de temporada triste pra mim particularmente, uma temporada começando sem Michael Schumacher, Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya.
Por isso a foto dos três junto sm um pódium de 2001.

=/

sábado, 17 de março de 2007

Ninguém gosta de FHC?

Uma das perguntas mais intrigantes da cena política brasileira contemporânea é a seguinte: por que ninguém gosta do de Fernando Henrique Cardoso? Que os adversários lhe atirem dardos, está bem. É do jogo. A campanha de Lula em 2006 foi baseada numa comparação que transformava a gestão de FHC num catálogo de fracassos, em posição às supostas conquistas formidáveis de seus primeiros quatro anos. Isso se entende. Mas que os próprios aliados o venham sistematicamente evitando é uma esquisitice brasileira.
José Serra fez isso na campanha em que perdeu para Lula, em 2002. Quatro anos mais tarde, Geraldo Alckmin fez o mesmo. A derrota de ambos poderia ser uma espécia de consolo para FHC: definitivamente não foi sua culpa.
Pelos dados lógicos, FHC deveria ser um gigante perante os brasileiros. Foi ele quem devolveu, com o Plano Real, a estabilidade à economia do país. Estabilidade e, mais importante, dignidade: uma economia instável é uma piada. Uma impossibilidade. Depois de décadas de inflação tonitruante, imune a suce+ssivos planos mirabolantes e patéticos, FHC triunfou onde tantos fracassaram. A estabilidade é a base de qualquer projeto de crescimento econômico, e por aí se tem uma idéia da magnitude do feito de FHC. Milhões de brasileiros pobres cujoo dinheiro pequeno era massacradi pela corrosão inflacionária melhoraram de vida com a vitória de FHC sobre a alta obsessiva dos preços.
Seus oito anos de presidência, além isso, incluíram o Brasil o cenário globalizado moderno. Um currículo tão expressivo, e ainda assim um ex-presidente tão mal-amado, a quem resta apostar, como Napoleão em Santa Helena, no julgamento da posteridade.
Considere a personalidade de FHC. Também por aí se chegará à conclusão de que deveria ser fácil gostar dele. É inteligente, espirituoso. Sabe rir e fazer rir. Charmoso. Um homem para quem o cargo parecia um prazer, e não um fardo, como fora pra o antecessor, Itamar Franco, e tantos outros presidentes que o Brasil teve. Criador de frases instigantes, depois copiadas mesmo por rivais em tributos involuntários: o clássico "chega de nhenhenhém" com que FHC reagiu à conversa miúda e mesquinha de políticos foi, na semana passada, repetido por Lula. Em seus dias de poder, FHC foi um notávels representante do Brasil entre pares no mundo e um homem que, por isso mesmo, deveria merece+r a gratidão admirada de seus compatriotas por honrar a pátria.
E, ainda assim, repita-se, um mal-amado para quem parece restar a posteridade.
Como explicar? Uma justificativa possível e até provável é que o mundo não gosta de FHC porque FHC mesmo, em muitos pontos, não gosta de FHC. O Processo de privatização em seu governo, por exemplo. Um único caso. Os brasileiros ficavam numa fila de anos para conseguir uma linha telefônica e pagavam um bom dinheiro por ela caso optassem pelo atalho do mercado paralelo. Veja o que acontece hoje. A razão do avanço foi a privatização. Pode-se reclamar não do que foi feito nas privatizações, mas do que deixou de ser feito. As privatizações de FHC foram uma conquista e uma inovação. O estado obeso, metido em tudo, diminuiu depois de um ciclo interminável de crescimento desordenado que levou à quebra do país.
Pois FHC sempre pareceu um privatizador contrariado. A sensação é que ele fez o que fez não porque acreditava na causa, mas porque não via saída. Na última campanha presidencial, o embaraço com que Geraldo Alckmin tratou do tema é filho da forma como FHC tratou do mesmo tema. A posteridade pode dar a FHC o merecido lugar de u dos maiores estadistas que o Brasil teve. Deve dar, por justiça. Mas antes FHC tem que rever FHC.

- Eduardo Plarr, coluna "Nossa Política", Revista Época n°461, 19/03/07

Não farei comentário nenhum, só destaquei o trecho em negrito, porque eu acredito piamente nessa "teoria".

quinta-feira, 15 de março de 2007

Van Halen III - O álbum, A banda.




Inaugurando a série "álbuns injustiçados", falarei do Van Halen III... disco de 1998 da banda Van Halen, que foi a estréia (e despedida) do vocalista Gary Cherone.


Gary entrou para a banda em 1997, dois anos após o fim do Extreme, sua ex-banda. VH e Gary passaram meses e meses na preparação do álbum, que levou uma chuva de críticas na época do seu lançamento, mas que hoje em dia, nove anos após seu lançamento, é cultuado pelos fãs do VH.




O álbum abre com "Neworld", um instrumental com piano e violão, belíssimo. Uma ótima introdução para a faixa seguinte: "Without You", essa que é a minha música preferida do Van Halen em todos os tempos (sim, é essa mesma!), uma interpretação excelente da Gary, uma guitarra e uma bateria totalmente "funkeadas" dos irmãos Van Halen, e uma linha de baixo nunca antes vista (ou ouvida) no VH. Aqui vale uma curiosidade sobre essa música: Eddie Van Halen possui um estúdio dentro de seu banheiro (isso mesmo!), porque segundo ele, as inspirações vem sempre que ele está sentado na privada. E quando ele estava no banheiro, o Gary pediu ao Alex se ele podia tocar algo mais "funkeado" (a intro de Without You), e assim que Gary começou a cantar sobre a batera do Alex, Eddie em seu banheiro ouviu, e ali mesmo compôs alguns dos riffs que entraram em "Without You".


A faixa seguinte é "One I Want", outro poema de Gary Cherone musicado por Eddie Van Halen. Quando Eddie apresentou a música que compôs para o poema de Gary, Gar (como era chamado pelos VH) disse: "Van, you dit it!". Um rockzão de primeira com belos riffs, um longo e bonito solo, diferente dos solos "típicos" do Eddie.


Na sequência vem "From Afar", mais uma vez uma letra do Gary musicava pelo Eddie Van Halen. Na época, o Eddie estava fazendo uma espécie de "tratamento psicológico", ou seja, indo a uma psicóloga, rs, ela sempre pedia a ele que ele esquecesse qualquer coisa ligada ao EGO. No fim do tratamento, o conselho que ela deu a ele foi: "não bloquear a luz que estava direcionada a si". Diz Eddie que a luz era tão forte que em cinco minutos ele escreveu toda a melodia de "From Afar", e assim que o fez, ligou pro Gary dizendo: "Gar, check this out - Is this what you had in mind?", Cherone respondeu: "Fuck me, Van. You did it again". From Afar é uma bela música, totalmente diferente dos padrões Van Halen, com um belo e pesado riff inicial.


Depois vem "Dirty Water Dog", que eu confesso que talvez seja a que menos gosto no álbum, mas ela não deixa de ser boa. Basicamente o motivo da inclusão dela foi Eddie, que a quis colocar no álbum porque seu filho Wolfgang (na época uma criança, e hoje em dia baixista do próprio Van Halen) gostou da música. A pegada da música deve-se a Alex Van Halen, que quis repetir as batidas iniciais de "Panama", do clássico e último álbum com David Lee Roth, 1984.


"Once" vem em seguida, mais uma vez um poema de Gary Cherone musicado pela banda, e a inspiração de Eddie veio novamente quando ele estava ao banheiro. Talvez a música mais diferente que o Van Halen já tenha feito. Uma bela canção!


Depois vem o big rock Van Halen com "Fire In The Hole". Uma das melhores do álbum e preferidas dos fãs. A música tem tudo que o fã do VH gosta, é pesada, forte, possui riffs e solos matadores, e uma bela interpretação de Gary Cherone.


A seguinte é "Josephina", uma balada que ao vivo era apresentada somente por Eddie e Gary no violão e voz (procurem no Youtube, vale a pena). A música só entrou no álbum devido a Eddie que de última hora tirou "That's Why I Love You" do track list.


A nona faixa é "Year To The Day", Zeppeliana total, com a diferença de que é o Van Halen tocando, o que fica muito melhor (desculpem fãs do Led Zeppelin, mas eu acho a banda uma das mais superestimadas da história). Eddie fazendo solos, licks e riffs adoidados, numa clima lento, e Gary numa interpretação brilhante.


Depois vem "Primary", uma coisa estranha no meio do álbum, não deve ter nem dois minutos, e são só uns ruídos.


Na sequência, "Ballot or The Bullet", segundo informações essa é uma "leftover" do disco Balance, que não entrou naquele disco por preguiça do Sammy Hagar em escrever uma letra pra ela. A letra surgiu de um pedido do Van ao Gar : "Porque você não escreve algo que diga que a mesma mão que mata é capaz de ajudar?". O Gary respondeu: "Você sabia que há um discurso proferido pelo Malcolm X em 1959 num programa de TV, no qual ele discute e relata a necessidade de liberdade dos negros dentro do seu próprio país (no caso os EUA) e que uma mesma mão pode escrever belos poemas ou usar uma arma contra seu semelhante?". A partir desse ponto foi só desenvolver a letra. É um rockão, o grande rockão do álbum ao lado de "Fire In The Hole".


O álbum termina com "How Many Say I", meio pinkfloydiana pelas linhas vocais e o clima progressivo, de novo uma música que nunca tinhamos visto o VH fazer.




Minha conclusão sobre o Van Halen III: um álbum injustiçado pela crítica e por muitos fãs na época, e alguns ainda hoje. Nele Eddie Van Halen foi com sua técnica a um lugar onde ele nunca tinha ido antes, nesse álbum há músicas que nem na fase Dave, nem na fase Sammy possui algo igual. A relação entre os membros da banda era ótima, e isso era notório no palco (procurem por "Van Halen III" no youtube, tem um ótimo show ao vivo na Austrália), nas entrevistas e na própria elaboração do álbum (visto que Gary compôes a maioria das letras, com direito a ligações de Eddie Van Halen perguntando se tal melodia era o que ele queria. Ou seja, Gary não foi só um "vocalista contratado").
Fora que ao vivo era muito melhor pros fãs no quesito "set list", porque Sammy Hagar não cantava mais do que quatro músicas da fase Dave Lee Roth, e Dave caso volte mesmo a banda, não cantará nenhuma da fase Dave. Com Gary, nos shows ao vivo, podíamos um ver um best of das duas fases e ainda músicas do VH III
XD

E hoje todos sabemos, Eddie Van Halen não é mais capaz de uma amizade com Dave Lee Roth e Sammy Hagar, essas reuniões não passam de uma turnê de verão. Por isso hoje se me perguntassem "quem você prefere que volte, Dave ou Sammy?", eu responderia: "Gary Cherone".




Van Halen III rules!
Van Halen III - Live in Australia, Youtube:
- Ain't Talkin' 'bout Love: http://www.youtube.com/watch?v=36sNO5sBW_w
- Somebody Get Me A Doctor: http://www.youtube.com/watch?v=u69ICykgnYo


(PS: créditos ao Simon Van Halen por algumas informações acerca de VH III)

segunda-feira, 12 de março de 2007

Só mais uma coisinha sobre o assunto anterior...

A UNE, aquela mesma do impeachment do Ex-Presidente Collor, fez protestos comendo bananas na porta do McDonalds... agora eu pergunto: Onde estava a UNE na época do Mensalão, Sanguessugas, Máfia dos Correios, Zé Dirceu, e tudo mais?
Alguma dúvida?
Por que será que eles não protestam quando o Hugo Chávez vem ao Brasil? Falam tanto de "anti-Imperialismo", mas parecem ser a favor de Ditadores Populistas, parecem ser a favor de um presidente querer "pegar pra ele" a Petrobrás...
Sinceramente, eu não entendo...

Banana pra vocês, camaradas vermelhos.

*tomando uma latinha de Coca-Cola*... yeees, ô delícia! Prazeres que vermelhos não podem ter!

Até a próxima.

sábado, 10 de março de 2007

Extremamente decepcionado...

O post de hoje é rápido e pequeno.
Sobre a passagem de George W. Bush pelo Brasil...
Independente de eu ser a favor ou contra a política de Bush, eu repudio os protestos do jeito que foram feitos. Não quero tirar o direito de protestar de ninguém, só acho que quem pede educação e respeito deve agir do mesmo jeito.
Irreverência, ironia... são sempre coisas boas. Falta de educação e respeito não são.

Sobre a política... Ao meu ver, Bush está fazendo o que todo presidente deveria fazer: o melhor para o seu país. E eu fico feliz que o presidente Lula esteja seguindo o mesmo caminho, e vendo mais o lado das vantagens do país, do que seguir conselhos de seus camaradas Hugo Chávez e Evo Moralez.
Parabéns ao Presidente Lula por fazer George W. Bush ser recebido no país. E parabéns ao Presidente Lula por fazer esse acordo. E parabéns ao Presidente Lula por governar o país (ao menos nesse caso), em vez de ficar fazendo discursos em pró a uma ditadura populista (não que estamos livres disso, mas tudo bem....), como seus camarados latino-americanos.
Tudo bem que o Brasil não conseguiu tudo que queria, mas já foi um avanço a parceria pra desenvolver, os planos de ajudar os países mais pobres da América Central para desenvolverem também, e depois vender.

Presidente, meus sinceros parabéns por esse ato. Parabéns de um PSDBista, Alckimista, que nunca votou no senhor, e nem pretende.

E o meu repúdio às desastradas manifestações Anti-Bush que rondaram o país.

Esse post não tem foto porque eu tô com preguiça de procurar alguma.
XD