A long time ago came a man on a track...

Bem-vindos ao mundo do Telegraph Road...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

A árdua tarefa de substituir...



No mundo da música nós sempre temos as trocas... sejam elas de baterista, baixista, guitarrista, tecladista, enfim... mas instrumentos à parte, é quase 100% os casos em que os vocalistas são as trocas mais notadas e comentadas pelos fãs. Vamos pegar exemplos numa banda clássica, a mais clássica do heavy metal. No Iron Maiden, comenta-se mais a saída de Adrian Smith para a entrada de Janick Gers, ou a saída de Bruce para a entrada Blaze? Enfim... não são raros os casos do "substituto" ter se fodido legal... mas também não são raros os casos em que o "substituto" virou o preferido!


Já que falamos de Iron Maiden, vamos começar por eles... Após os dois primeiros álbuns de estúdio, problemas internos tiraram o vocalista Paul Di'anno da banda. Em seu lugar entra o jovem vocalista da banda Samsom, chamado Bruce Dickinson. Será que alguém imaginaria que esse cara hoje seria praticamente endeusado? Bruce, em seus primeiros shows pelo Maiden, teve que "aturar" bandeiras com o nome "Paul Di'anno" pelo público... mas poucos meses mais tarde, Bruce já estava "nas graças" dos fãs. Afinal, nos três primeiros anos de Bruce no Maiden, foram lançados "The Number of The Beast" (1982), "Piece of Mind" (1983), e "Powerslave" (1984). Nem precisaria mais de nada, né? Pois é, mas ele seguiu até 1993 na banda... Aí é que veio a polêmica maior em se tratando de Iron Maiden. Em 1993 Bruce deixa o Maiden, e um tempo depois é anunciada a entrado do novo vocalista: Blaze Bayley. Blaze foi odiado logo de cara. Blaze não tinha nem o talento, nem o carismo de Bruce, e durou cinco anos na "donzela de ferro". Blaze foi demitido no final de 1998 após a turnê sul-americana ao lado do Helloween... foi demitido, e assim Bruce retornou ao posto onde foi Rei, e continuará sendo. Uma coisa legal a ser notada, é que anos após a fase Blaze ter tido fim, os fãs do Maiden finalmente compreenderam os dois álbuns do Maiden com Blaze ("The X-Factor" e "Virtual XI"), e hoje muitos consideram um ou outro como um dos melhores da banda. Inclusive este que vos escreve.


E por falar em Helloween, é nessa banda onde outro caso "notável" de substituição ocorreu... primeiro Kai Hansen desiste de cantar, e se concentrar só na guitarra, pra vocalista é chamado Michael Kiske, um (naquela época) jovem garoto que soltava agudos como ninguém... (os Keepers I e II são capazes de quebrar janelas!), porém após alguns anos e quatro álbuns de estúdio, Michael Kiske é expulso da banda, e pra seu lugar vem Andi Deris. Andi Deris, como Blaze Bayley no caso anterior, não tinha (e continua sem ter) a mesma "potência" que Kiske, porém ele tem muito carisma no palco. A primeira fase de Andi na banda é ótima, e o público do Helloween, embora muitos (arrisco a dizer a maioria) prefiram Michael Kiske, soube e sabe respeitar Andi Deris, que cavou e conquistou seu espaço. Pena que agora o Helloween entrou nessas ondas de Keeper of The Seven Keys III e tal...


Aqui no Brasil tivemos nos últimos dez anos, mudanças de vocalistas nas duas bandas mais famosas lá fora... Angra e Sepultura.


No Angra, Andre Matos (junto com mais dois integrantes) pulou fora do barco, e pra seu lugar veio Edu Fiasco. Edu conquistou seu espaço em pouco tempo, e hoje já tem uma parcela grande fãs que prefere a sua fase. Mas as suas atitudes como pessoa, fazem muita gente desgostar dele. Andre seguiu sua carreira com o (excelente) Shaaman, e agora vai engatar uma (ótima, espero) carreira solo.


No Sepultura, o ponto de separação foi o mesmo: problemas com advogados, e etc. Só que o buraco do caso Sepultura era mais embaixo, a empresária do grupo era a esposa do então vocalista Max Cavalera. Max saiu, e montou o Soulfly. Em seu lugar veio Derrick Green, que embora tenha muitos fãs, na minha concepção ele ainda não adquiriu firmeza no "cargo". E como eu já escrevi num dos primeiros posts deste mesmíssimo blog, acredito que a era Derrick esteja chegando ao fim logo. Para a volta de Max, claro.


O Van Halen é um caso legal pra escrever aqui também. Van Halen começou com Dave Lee Roth com seis discos maravilhosos e essenciais na coleção de qualquer ser humano. Depois desses seis álbuns, Dave sai da banda, e em seu lugar vem Sammy Hagar. Sammy, que divide com Dave a parcela de "Fases preferidas" do Van Halen, ficou por anos na banda, lançando seis álbuns, um deles ao vivo. Depois disso, Sammy saiu da banda. Rapidamente Dave Lee Roth voltou pro VH, e juntos gravaram duas músicas, e não passou disso. Dave fora novamente. Após isso, entra Gary Cherone, e com ele o VH lança "Van Halen III", álbum que é preciso um tempo para compreender... mas muitos fãs (inclusive este que vos escreve) consideram ele como um dos melhores da banda. Gary, digamos, foi "bem" aceito pelos fãs, mas não "conquistou" os fãs, se é que consegui me fazer entender agora. Alguns anos após a saída de Gary, o Van Halen anuncia a volta de Sammy Hagar, que não durou mais do que uma turnê e três músicas novas. E agora Van Halen anuncia a volta de Lee Roth... mas bem, deixamos o Van Halen por aqui, afinal, o post anterior foi somente deles.


Olha o caso do Pantera, por exemplo. Durante os anos oitenta, eles eram uma banda "glam" que usavam e abusavam das maquiagens e roupas coloridas, e tinham um vocalista chamado "Terence Lee" (ou algo parecido)... depois, após a entrada de Phil Anselmo, o som virou mais "agressivo". Tanto que é durante os anos que o Pantera existiu, os integrantes se recusavam absolutamente a falar sobre a fase "maquiada" da banda, e só comentavam o Pantera pós-Cowboys From Hell.


No Judas Priest também ocorreu algo legal. Rob 'Metal God' Halford saiu da banda no começo dos anos noventa, e em seu lugar entrou Tim 'Ripper' Owens, um fanático por Judas Priest, que teve sua trajetória retratada no filme "Rock Star. Ripper gravou dois álbuns de estúdio, e dois ao vivo com o Judas. Ripper se consagrou como vocalista do Judas, e foi muitíssimo bem aceito pelos fãs. Mas é aquela coisa... a Rob Halford o que é de Rob Halford. Mais cedo ou mais tarde, todos sabemos que isso aconteceria um dia.


Vamos para o metal extremo... o Cannibal Corpse. O Cannibal Corpse trocou de vocalista após quatro álbuns de estúdio, e o então "novo" vocalista, hoje já tem seu espaço conquistado. O Cannibal é um caso único em que não há brigas... não se vê fã brigando com outro porque um prefere Chris Barnes, e o outro prefere George Fisher. George, o substituto, conquistou seu espaço de forma brilhante, chegando ao ponto de até os que preferem Chris Barnes não desejarem a saí da dele da banda para a volta de Chris.


Há milhares de casos que poderiam ser comentados... mas a conclusão é: não é fácil ser "o substituto", ou você se consagra e vira Bruce Dickinson ou Phil Anselmo, ou você se fode e tenta se salvar como Blaze Bayley e Gary Cherone.

Na foto: Gary Cherone e Eddie Van Halen em algum show da turnê do Van Halen III.



XD

sábado, 3 de fevereiro de 2007

É, Sr. Eddie Van Halen...


Ontem após atualizar este mesmíssimo blog, fui até o site Whiplash (ótimo site, por sinal) e não fiquei nem um pouco surpreso ao ler a notícia: "Van Halen: confirmada reunião com David Lee Roth".

É, é uma notícia maravilhosa sim. Tudo bem que eu prefiro a fase Sammy Hagar, mas não que a fase Dave não seja boa, é maravilhosa, é fora-de-série, é genial. Mas a questão aqui não é essa. A questão aqui é saber até onde vai o oportunismo do Sr. Eddie Van Halen.

O mundo inteiro sabe, e se bobear, isso logo já vai vir direto no cérebro dos recém-nascidos: Eddie Van Halen e Dave Lee Roth têm o ego tão grande que não conseguem dividir uma mesma sala.

Tudo bem, eu não sou contra uma pessoa querer ganhar dinheiro. Não mesmo. Mas apesar de muita gente não acreditar (e aí, povo do cursinho!), eu sou contra certos métodos sim... principalmente um método usado de dez anos pra cá: a reunião de bandas antigas. Tudo bem, houve bandas que voltaram por "amor" mesmo, o Iron Maiden voltou em 1999, já lançou cinco discos, continua com a mesma formação da reunião. O Judas Priest voltou em 2002 ou 2003, e já lançou um álbum, DVD, e nos próximos meses seremos agraciados com um disco novo dos Metal Gods. Mas Eddie Van Halen não me engana mais. Nem adianta ele vir com discurso de que agora é "só amizade", porque ninguém vai acreditar. Tanto ele (e o irmão dele) quanto Dave precisavam dessa reunião, era algo que aconteceria cedo ou tarde. Em 1996 eles se reuniram pela primeira vez, a reunião não passou de duas músicas inéditas lançadas na coletânea "The Best of Van Halen". Em 2004, outra reunião, anunciada do mesmo jeito dessa de 2007... Meses antes a especulação, depois os acessos diários ao site oficial do Van Halen pra ter certeza do ocorrido, quando em algum dia de 2004 abre-se o site do VH e está lá: "Van Halen de volta com Sammy Hagar pra turnê americana"... Três anos depois: "Van Halen volta com Dave Lee Roth pra turnê americana". O que é isso? Daqui três anos teremos um "Van Halen volta com Gary Cherone pra turnê americana"? Tudo bem, pros fãs vai ser uma maravilha ver VH com Lee Roth novamente. Eu, se morasse nos EUA, e tivesse condições de ir, iria com certeza, na primeira fileira ainda! Mas eu tenho a certeza de que não seria enganado, a certeza de que não ficaria esperando por um álbum de estúdio cheio de inéditas, com uma turnê mundial... (tomara que eu esteja enganado e que isso aconteça!). Eu tenho certeza absoluta que será como a volta do Sammy Hagar, uma turnê super bem sucedidade, que encherá até o cu deles de dinheiro, e ao fim da turnê Eddie diz: "a química no palco rolou, mas pessoal não", aí o Dave diz: "o Eddie continua o mesmo cuzão dos tempos passados". Aí no final cada um segue o seu rumo novamente.

Vale lembrar que tudo que envolve Van Halen gera muita especulação e dinheiro, afinal, o VH é uma das maiores bandas de todos os tempos. No começo dos anos 2000, por exemplo, Sammy Hagar e Dave Lee Roth fizeram uma turnê juntos. Até aí tudo bem. O detalhe é... os dois se odeiam! Se odeiam mortalmente! Pra que diabos os dois fariam uma turnê juntos, posando de amiguinhos, e até indo numa festa da MTV juntos? (festa esse que após o seu fim, dizem que Sammy declarou algo do tipo: "até que enfim não preciso mais ver esse cara").

Pois bem, outro detalhe "egoístico" (eu tentei juntar ego + o famoso "ístico" e acabei formando uma palavra que meio que já existe, kkk): na reunião da banda dessa vez, não terá o baixista Michael Anthony. Pois é... pra mim e pra todos os fãs, Michael é tão importante quanto Eddie e Alex. E Dave e Sammy. Mas o real motivo da "não-inclusão" do Michael nessa reunião é por uma só razão: ciúmes. Sim, ciúmes. Ciúmes do Eddie, porque o Michael é amigo de verdade do Sammy Hagar, e enquanto Eddie Van Halen não queria saber de tocar cuidando do seu ego, Michael se divertia tocando ao lado de Sammy Hagar no bar que este último possui num lugar paradisíaco. Simplesmente por ser amigo de Sammy Hagar, Michael Anthony não fará parte dessa reunião. Que coisa, não? Quantas pode aprontar o ego de alguém... Acho que Eddie Van Halen ganha até de Axl Rose. O Axl pelo menos nem chama Slash e compania pra uma reunião por dinheiro.
Ah, sim, quem será o baixista? O baixista será Wolfgang Van Halen, filho do Sr. Eddie Van Halen, um garoto de quinze anos de idade.

O fato é, o Van Halen tá voltando por puro oportunismo, vai ser massa pros caras (e pros fãs) uma turnê norte-americana, mas eu tenho certeza que após essa turnê, tudo volta ao normal. Inclusive as especulações. Aí resta esperar, com quem será a próxima reunião, Sammy Hagar de novo ou Gary Cherone numa segunda chance? Quem sabe um vocalista novo? Eu iria adorar a última opção.


Em tempo: Eddie Van Halen pra mim é o maior monstro da guitarra de todos os tempos. Pra mim, ele revolucionou mais que Hendrix. E pra mim ele é simplesmente "o melhor".


Em tempo, Pt. II - A Missão: várias outras bandas voltaram a ativa nos últimos dez anos por oportunismo, algumas até lançaram disco de músicas inéditas, mas o portunismo é tão evidente que... enfim, mas no post sobre hoje, eu decidi falar sobre o Van Halen.
Em tempo, Pt III - Finalizando a Missão: há especulação sobre o lançamento de uma coletânea pra "comemorar" a volta da banda. Isso só confirmaria o oportunismo. Pra uma banda que lançou uma coletânea DUPLA há três anos atrás (ó! comemorando também a reunião da banda!), lançar outra agora, é foda, hein...Haja dinheiro dos fãs de carteirinha que compram essas coletâneas.
Bom, agora só me resta esperar os bootlegs destes shows, que eu vou curtir muito... afinal, se eles vão voltar mesmo... que seja por seis meses, o que importa é eu poder ouvir esse momento histórico XD


Até a próxima!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A infância...


Muita gente me pergunta do porque no meu orkut estar "minha infância" no item "passions", respondo... é o seguinte, a infância de todo mundo é uma paixão pra todo mundo. É claro que esse "todo mundo" é seletivo (não tô nem aí pra contradições, o blog é meu!), todo mundo que teve uma infância "normal" ama sua própria infância... cada um do seu modo. Eu, por exemplo, acho que a minha infância foi a melhor do mundo, e que a de ninguém pode ter sido melhor que a minha. Sentimento esse que eu aposto que muuuuuuuuuitas outras pessoas também têm.

Eu sempre lembro daquele tempo com um orgulho danado. Pra mim, as pessoas da minha idade pegaram a melhor época... e eu sei que quando a molecada de hoje tiver a minha idade, vai falar que a melhor época foi a atual, a deles. É mais um sentimento normal.

Mas foda-se o que os mais velhos e mais novos pensam, o fato é que a minha época foi e sempre vai ser a melhor!

Era uma vez... existia uma rede de Tv chamada "Tv Manchete", ou "Rede Manchete", do resto todo mundo sabe... o que era você poder passar a manhã toda (eu disse toda? não era toda... era TODA!) assistindo aquelas séries japonesas tipo Flashman, Changeman, Jiraya, Cybercops e etc? E o melhor, com o clássico comercial da Julian Marcuir entre uma série e outra! Kkkkkk
E o melhor de tudo era que bem na hora que acabava a programação da Manchete, a gente botava na Rede Globo e podia assistir Power Rangers e TV Colosso!

Foi nessa época também que veio ao Brasil aquele que foi o maior desenho-fenômeno de todos os tempos...Os Cavaleiros do Zodíaco. Só quem viveu tem a noção de como foi um fenômeno. Acho que maior no Brasil somente Chaves. Eu vivi anos depois, nesse apenas como "observador", o fenômeno Pokemon, que muita gente acha que foi um estrondo, e eu digo, embora ache o desenho bom, aquele estouro não foi NADA comparado ao de Cavaleiros do Zodíaco. O impacto daquele desenho em nós foi tão grande, que permanece até hoje nos nossos corações como "o favorito". Aliás, a maior prova do sucesso do desenho (que começou a ser produzido no final dos anos 80, mas esse estouro no Brasil foi em 1994) é o fato dele ser produzido até hoje, deixando os fãs totalmente impacientes pra assistir os novos episódios de sagas escritas há quase vinte anos. E eu confesso que foi emocionante quando fiquei sabendo que em 2003 ele começaria a ser reprisado no Brasil, e mais clássico impossível, exatamente nove anos depois de 1994. No mesmo dia.

Em outros canais, havia outros desenhos que permanecem nos corações daquele da minha geração até hoje também. Afinal, quem pode se esquecer de Cavalo de Fogo? Muppet Babies? Doug? Bob? Ursinhos Carinhosos? Get Along Gang? Dennis, o Pimentinha?

E quanto aos games? Qual outra geração pôde ter em mãos o MEGA DRIVE? (em maiúscula simplesmente porque é imbatível, e sempre será, e não adianta teimar, kkkkkkkkk). Que outra geração pôde ter a chance de jogar Streets of Rage? Que outra geração pôde ter a emoção de tentar fechar Sonic, ou Alex Kidd (do glorioso Master System)? Que outra geração passava horas em frente ao MEGA DRIVE pra tentar achar um fim em Kid Chameleon? Não vou nem começar a mencionar a série de jogos, porque seria injustiça.

Coloquei Streets of Rage como imagem desse post porque pra mim, era (ainda é, com certeza, mas o tom desse post é aquela época) uma emoção emocionante (kkkkk) fechar todas as telas desse jogo... Eu gostaria que todos pudessem sentir o que é jogar Streets of Rage. O que é jogar de verdade, e não se embasbacar com os gráficos do jogo. Mas enfim...


Como era legal sair na rua e jogar bola com os amigos.. combinar de ir um brincar na casa do outros... daí chegou a época dos patins, depois a época do skate... não vou me aprofundar nesses temas, porque prefiro escrever sobre os desenhos e os video-games.


Mas vou parar por aqui, deu preguiça.

Mas pra quem quiser "reviver" pelo menos a época dos games, um conselho: emuladores e roms rules!